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Seis séculos de muita arte

Coleção de Pintura

Coleção em números
Uma coleção que conta com mais de 90 obras dos séculos XVI ao XXI.

Sobre as obras

Percorrendo 6 séculos de produção artística
Destacam-se a pintura seiscentista com a representação da entrada pública em Lisboa do Núncio Apostólico Giorgio Cornaro, o "Banquete na Aldeia", obra de Pieter Bruegel o Jovem, assinada e datada de 1620, ou o retrato de Anne Catherine Le Preudhomme, pintado em 1782 por Elisabeth Louise Vigée Le Brun, uma das mais importantes pintoras francesas da segunda metade do século XVIII. De referir ainda as naturezas mortas de Josefa de Óbidos e as paisagens de Jean Baptiste Pillement.
O século XIX e o início do século XX, estão representados através da pintura de José Malhoa, nomeadamente duas pinturas do início da sua carreira artística, Tomás da Anunciação, Júlio Sousa Pinto, Artur Loureiro, João Vaz, João Reis, D. Carlos de Bragança. A partir de 1925, as novas correntes artísticas percorrem-se nas obras de Eduardo Viana, Maria Helena Vieira da Silva, Nikias Skapinakis, João Navarro Hogan, Júlio Pomar, Jorge Pinheiro, Angelo de Sousa, entre outros.
Mais recentes, são os trabalhos de Pedro Croft, Paulo Quintas, ou Ricardo da Cruz-Filipe.

Principais características

Uma viagem pela história

A Coleção de Pintura é uma coleção eclética que percorre seis séculos de produção artística, portuguesa e europeia, de finais do século XVI ao início do século XXI.
Associamos ainda a esta Coleção, um conjunto de 4 Portulanos, datados entre os séculos XVI e XIX, com representações interessantes do ponto de vista geográfico e iconográfico e que constituem documentos raros da navegação comercial Mediterrânica e Atlântica.

Parcerias de partilha do património

Com o propósito de partilhar e disponibilizar à fruição pública esta Coleção de Pintura, estabelecem-se diversas parcerias com museus e outras entidades culturais, que de forma contextualizada e expositiva, complementam o diálogo entre coleções e património artístico público e privado, de âmbito nacional e regional.

Com o Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, foi realizada uma parceria que consistiu na cedência da pintura a óleo do séc. XVII, “Entrada Solene, em Lisboa, do Núncio Apostólico Monsenhor Giorgio Cornaro”, que a partir desse momento ficou exposta em permanência no Museu Nacional dos Coches.

Com o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, o protocolo consistiu na cedência da obra do pintor flamengo do séc. XVII “Natureza Morta de Flores”, uma das principais obras de pintura da coleção do banco, que ficará em exposição no Museu em Castelo Branco.

Com o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) foi realizada uma parceria consiste na cedência da obra de Elisabeth Louise Vigée Le Brun, séc. XVIII “Retrato de Anne Catherine Le Preudhomme, Condessa de Verdun”, uma das principais obras de pintura da coleção do banco, que nunca esteve exposta e que agora é apresentada pela primeira vez e está em exposição permanente neste Museu.

Com o Museu da Guarda foi assinado um protocolo com a CM da Guarda, que consiste na cedência de um conjunto de 5 obras de importantes artistas portugueses contemporâneos da coleção de pintura do NB Cultura. Estas obras dos artistas Nikias Skapinakis, José de Guimarães, Júlio Resende, Luís Pinto Coelho e João Hogan, estão em exposição permanente no Museu da Guarda.

Com o Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha foi assinado um protocolo com a Direção Regional de Cultura do Centro, para a cedência de duas obras de José Malhoa ao Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha. As obras: Ao cair da Tarde” e “Um colecionador”, estão desde esse momento, em exposição permanente no Museu José Malhoa.

Com o Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos foi assinado mais um protocolo, para a cedência de mais uma relevante obra de José Malhoa, “Cuidados de Amor”, que está em exposição permanente no referido Museu.

Com o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães foi assinado um protocolo com a Direção Regional de Cultura do Norte para a cedência de uma obra de Jean Baptiste Nicolas Pillement, “Paisagem com camponeses e rebanho”, que ficará em exposição permanente no Paço dos Duques.

Com o Museu de Setúbal – Convento de Jesus foi assinado um protocolo com a  Câmara Municipal de Setúbal para a cedência de três obras de pintores portugueses dos séculos XVIII e XIX. Uma pintura de finais do século XVIII, de José António de Faria e Barros (Morgado de Setúbal), pintor do qual o Museu não tinha nenhuma obra, uma pintura de João Vaz, setubalense, paisagista incontornável no panorama da pintura naturalista, e uma pintura do seu professor e amigo, António da Silva Porto, artista que marca toda uma geração de pintores naturalistas.

Com o Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, foi assinado um protocolo com a Direção Geral de Património Cultural para a cedência de duas obras do pintor francês Jean Baptiste Pillement, “Paisagem Fluvial com Pescadores” e “Paisagem com Pastores de Rebanho”, que ficarão em exposição permanente neste Museu da cidade de Viseu.

Com o Museu Municipal Carlos Reis, em Torres Novas, foi assinado um protocolo para a cedência da obra "No Tejo", de João Reis, que pertence à coleção de Pintura do NOVO BANCO e que fica em exposição permanente no referido Museu.

Com o Museu Municipal de Óbidos foi assinado um protocolo para a cedência da obra “Natureza morta com cesto de folares, flores e pano bordado” de Josefa de Óbidos. Esta obra, assinada somente “Obidos”, testemunha a íntima ligação da vida e obra da artista à Vila de Óbidos.

Com o MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira foi assinado um protocolo para a cedência de um conjunto de 3 obras de dois importantes artistas portugueses do século XX - Jorge Pinheiro e Ricardo Cruz-Filipe. Estas obras encontram-se agora em exposição no respetivo Museu.

Com o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, Açores, foi assinado um protocolo para a cedência do conjunto dos 2 mapas portulanos com a representação norte e sul do Oceano Atlântico, de José Fernandes Portugal, que ficará em exposição permanente no Núcleo de Arte Sacra (Igreja do Colégio) do referido Museu.

Com o Museu de Angra do Heroísmo, Açores, foi assinado um protocolo para a cedência e exposição de duas obras de pintura de Júlio de Souza Pinto, natural de Angra do Heroísmo, "Volta do Rio" e "Chamando a barcaça".

 

Em Destaque

Louise Vigée le Brun

Retrato de Anne Catherine Le Preudhomme de Châtenoy – Condessa de Verdun, Óleo sobre tela

Pieter Bruegel o Jovem

Banquete na Aldeia, Óleo sobre madeira de Carvalho

Júlio Resende

Coladera, Óleo sobre tela

Josefa de Óbidos

Natureza morta com cesto de folares, flores e pano bordado, Óleo sobre tela

Eduardo Viana

Paisagem de Sintra, Óleo sobre tela

José Malhoa

Cuidados de Amor, Óleo sobre tela

Júlio Pomar

Maio 68, Óleo sobre tela

Entrada em Lisboa do Núncio Apostólico Giorgio Cornaro, Finais século XVII, Óleo sobre tela

Nikias Skapinakis

Natureza Morta XXV, 1967, Óleo sobre tela